TERAPIA ESTÉTICA DETOX

TERAPIA ESTÉTICA DETOX

Jéssica Souza Tilli
Mikhael de Mattos Marques

 

 

          A Terapia Estética Facial DETOX realizada na Clínica Médica Sant´Anna – Juiz de Fora, reúne o que há de melhor em tratamento estético para a manutenção da pele saudável, pois além de oferecer estímulos para seu fortalecimento, as técnicas desenvolvidas aqui ajudam sua desintoxicação. É um agregado terapêutico que visa suavizar os danos cutâneos ocasionados pelo tempo ou mesmo pela acne. O tratamento inclui Massagem Russa Desintoxicante com Mel, máscara desintoxicante com geléia real, própolis, pólen e creme com melitina, o principal componente da apitoxina (veneno de abelha), o qual possui capacidade de aumentar a produção de colágeno e elastina pelos fibroblastos, atenuando as linhas de expressão, melhorando o contorno facial, os quais tonificam, regulam o pH e a oleosidade da pele. No caso de acne, ainda se acrescenta a máscara facial de argila branca, a qual facilita a cicatrização de lesões e promove clareamento facial. Além disso, o uso de injetáveis homotoxicológicos é feito através de mesoterapia ou intradermoterapia, proporcionando assim a tonificação, diminuição das inflamações existentes, equilibrando a oleosidade, melhorando a circulação sanguínea, contribuindo assim no processo de rejuvenescimento e, no caso de acne, melhorando a cicatrização e aliviando as marcas pré-existentes. 


 

 

Ah, o rosto, quantas definições! E para muitas pessoas, sobretudo mulheres, este substantivo masculino adquire uma conotação ruim ao longo dos anos. O aspecto do rosto pode dizer muito: idade, raios de sol que já o atingiram, lesões, cicatrizes, alegrias e tristezas. Pensando em todos esses importantes atributos dados à pele do rosto, a indústria cosmética investe fortemente em inovações que possam minimizar os efeitos do passar dos anos e, sobretudo, para manter o aspecto juvenil, minimizando as tão famosas “linhas de expressão”.

Vários elementos já estiveram em voga desde os tempos mais remotos visando dar às mulheres uma pele mais jovem e delineada. O lado ruim é que, cada vez mais os cosméticos que mais rejuvenescem são aqueles que mais causam danos à saúde, devido aos seus componentes tóxicos, como parabenos, alumínio, titânio, óleos minerais, etc.

Várias famosas estão tentando fugir do convencional e inovando no cuidado cutâneo, como Michele Pfeiffer, Gwyneth Paltrow, Emilia Fox, Victoria Beckham e até Kate Middleton. Todas disseram publicamente que usam creme com melitina, o principal aminoácido componente do veneno de abelha. 

Aqui no Brasil os cremes com melitina estão começando a freqüentar prateleiras de cosméticos em algumas farmácias especializadas. Mas a apiterapia não se faz apenas de melitina; compreende todos os produtos da colméia e, na estética, muitos deles podem e devem ser usados, uma vez que os benefícios são fantásticos. E o melhor, fazem bem para todo o organismo, não só para a pele. Ao longo deste capítulo apresentaremos dados científicos de alguns dos mais benéficos produtos cuidadosamente elaborados pelas abelhas.

          Iniciemos pelo Mel, solução supersaturada composta principalmente de frutose e glicose, vitaminas, aminoácidos, enzimas e sais minerais. Excelente para o tratamento de feridas e queimaduras, ptiríase, tínea, seborréia, caspa, psoríase, dermatite de fraldas e para o rejuvenescimento cutâneo. Isso porque tem ação antioxidante, umectante, calmante; age como regulador do pH e estimula a ação de citocinas pró-inflamatórias, fundamentais para uma melhor circulação sanguínea local1.

          No caso da acne, uma recente revisão científica liderada por Eady E.A. et al., revela que a principal bactéria envolvida na gênese e manutenção dessa moléstia é a Propionibacterium acnes, um microorganismo que depende de água para se desenvolver e multiplicar dentro dos folículos pilosos. Como o mel é extremamente higroscópico, reage com a água da pele, movimentando-a e eliminando-a da região intra-folicular, dificultando assim a difusão do microorganismo para outros folículos2. Além dessa atividade osmótica, o mel possui suas próprias atividades antimicrobianas, ajudando ainda mais contra a acne e favorecendo a cura de feridas crônicas, queimaduras, úlceras varicosas e de pressão arterial3.

          A atividade antimicrobiana do mel pode ser explicada, em parte, pelo seu alto grau de glicose. Tal hiper-osmolaridade faz desidratação da membrana celular bacteriana, causando autólise e levando a um debridamento e desodorização da ferida3. As enzimas do mel ainda produzem peróxido de hidrogênio, nossa popular “água oxigenada”, substância capaz de combater germes  anaeróbios, como o Clostridium tetani, agente etiológico do tétano3.

          Mecanismos antimicrobianos do mel são diferentes de antibióticos convencionais, que destroem as paredes das células das bactérias ou inibem as vias metabólicas intracelulares. A atividade antibacteriana do mel está relacionada com suas quatro propriedades: 

1)    O mel atrai a umidade do ambiente e, assim desidrata as bactérias. O conteúdo de açúcar do mel também é alta, o suficiente para impedir o crescimento de micróbios. Mas o teor de açúcar por si só não é a única razão para propriedades antibacterianas do mel. 

2)    O pH do mel está entre 3,2 a 4,5 – acidez baixa, o suficiente para inibir o crescimento da maior parte dos microrganismos. O peróxido de hidrogênio produzido pela glicose oxidase.

3)    O componente antibacteriano mais importante, embora alguns autores acreditem que a atividade não peróxido a ser mais importante. 

4)    Por fim, vários fatores fito-químicos antibacterianos foram identificados no mel4.

          Outra vantagem dermatológica do mel é sua propriedade antioxidante derivada de sua alta concentração de fito-químicos, vitamina C, flavonóides e poli-fenóis. Esta atividade reduz o estresse celular oxidativo e a inflamação ruim, a qual pode vir a ser conseqüência de radicais livres em circulação, mas será abordado à frente3.

          Ainda no contexto da acne, cabe falarmos sobre a Própolis, composto notadamente usado para uma miscelânea de moléstias e com comprovada ação na acne5. Para Souza (2009), sua ação é proveniente da capacidade de interação da estrutura dos flavonóides, que tem característica lipofílica, com a membrana plasmática provocando a desorganização da mesma. Assim, a membrana perde suas funções de permeabilidade e proteção, entre outras, desregulando a entrada e saída de substâncias e alterando a pressão intracelular, fazendo com que a célula bacteriana se rompa.

Por outro lado, descobriu-se também que flavonóides podem inibir a DNAgirase, enzima responsável por separar a dupla hélice no momento da replicação (Cushnie; Lamb, 2006 apud Paker & Luz, 2007). Pode-se verificar que a tintura de própolis apresentou atividade antibacteriana frente à Propionibacterium acnes. A tintura de própolis teve ação em várias concentrações, sendo a concentração inibitória mínima de 0,625%. Sabe-se que a própolis apresenta propriedades cicatrizantes, podendo ser esta outra característica explorada para o tratamento da acne. 

            Mudando um pouco de assunto, muitas pessoas não sabem o que significa antioxidantee pensam que estão fazendo uma ótima compra. São substâncias capazes de reduzir os danos causados pelos radicais livres, os quais são moléculas instáveis derivadas de substâncias orgânicas, inorgânicas ou átomos que contêm um ou mais elétrons não pareados, como, por exemplo, o radical superóxido (O2-). O dano celular causado pelo excesso de radicais livres e a falta de substâncias antioxidantes é chamado estresse oxidativo, o qual é vilão de várias doenças.

O lado ruim da historia é que algumas vezes, as próprias substâncias antioxidantes podem aumentar a geração intracelular desses radicais livres. Por isso é importante escolher bem a terapia correta para não ocorrerem danos no futuro6.

 

A dose de vitaminas apresentada pelos diferentes méis varia com a sua coloração; assim, os claros mostram-se mais ricos em vitamina A, enquanto os escuros contêm maior percentagem de vitaminas B1 e C7.   Já os flavonóides encontrados em grande quantidade na Própolis, são também poderosos antioxidantes, atuando de forma dramática contra o envelhecimento celular.  

           Falando brevemente da Geléia Real, pela sua atuação na colméia, fazendo a rainha ser a maior em tamanho e a possuidora da maior longevidade, já era de se esperar que ela fosse ótima para manutenção da pele saudável. Para uso humano, são atribuídas propriedades medicinais, afrodisíacas, rejuvenescedoras e para uso local, apresenta ótimas propriedades para o tratamento de pele9,10.

          Já o Veneno da Abelha vem sendo cada vez mais registrado na indústria de cosméticos, sobretudo facial, devido ao seu efeito lifting sobre o rosto, proporcionando maior firmeza, melhora da circulação sanguínea local e aumento da produção de colágeno pelos fibroblastos, atuando como beetox natural, que neutraliza os efeitos da idade, sem retirar a expressão facial, diferente do que ocorre com o uso da toxina botulínica convencionalmente. 

          A composição do veneno de abelha não é precisamente conhecida e não se conhecem todos os mecanismos de sua ação terapêutica. Porém, os componentes mais importantes dessa mistura de numerosas substâncias parecem ser melitina, histamina, lecitinase e hialuronidase (Beck, 1997). Substâncias de histamina provocam dor local, edema e hiperemia. Esse vasodilatador atua no sistema de axon-reflexos, tendo efeito positivo quanto à inflamação crônica, aumentando o metabolismo do tecido e conseqüentemente, eliminando produtos inflamatórios nocivos. A hialuronidase age esparramando o ácido hialurônico no tecido conjuntivo, por ser a enzima que despolimeriza reversivelmente o ácido hialurônico existente no cimento ao redor das células do tecido conjuntivo, reduzindo assim temporariamente a viscosidade desse tecido e tornando-o mais permeável à difusão de líquidos.

 

          Site: O acido hialurônico preenche o espaço entre as células e, em função da sua capacidade de atrair água para o local em que foi aplicado, ele melhora não só as rugas como também a hidratação da pele. – estética convencional. 

          Melitina: Substância de elevada ação antiinflamatória, poderoso efeito bactericida(Andreuet al., 1992) e propriedades citotóxicas (Doltchinkovaet al., 2003), desencadeando sinais de inflamação devido ao lançamento de histamina11.

          

----------------------------

          

          Conclusão: frente ao exposto, o ramo de medicina estética com uso dos produtos apícolas se mostra promissor com os resultados apresentados. Na prática, a união de todos estes benefícios já é feita em Juiz de Fora, na Clínica Médica Vivenda Sant’Anna, com a denominação de Terapia Estética Facial DETOX, que contempla Massagem Russa com Mel, máscara facial desintoxicante e ainda o uso de produtos da aromaterapia, como os hidrolatos:

·       Hidrolato de Alecrim, um ótimo revigorante e tônico para todo o organismo.

·       Hidrolato de Gerânio, o qual purifica, revitaliza e equilibra a oleosidade da pele, deixando-a mais flexível e rejuvenescida.

·       Hidrolato de Hortelã, naturalmente refrescante que minimiza pruridos e irritações cutâneas.

E os injetáveis da homotoxicologia produzidos pelo Laboratório –Heel, os quais são utilizados de acordo com a metodologia da Medicina Antroposófica e visam harmonizar a constituição tecidual, inicialmente desintoxicando com a Nux vômica, depois retirando as inflamações com a Traumeel e depois, a manutenção de uma boa circulação local com a Zeel.

 

           

Referências:

1

Burlando B, Cornara L. Honey in dermatology and skin care: a review. J Cosmet Dermatol. 2013; 12(4):306-13.

2

Eady EA et al. Review Article A Honey Trap for the Treatment of Acne:Manipulating the Follicular Microenvironment to Control Propionibacterium acnes. BioMed Research International. 2013; 1-8.

3

Yaghoobi R et al. Evidence for Clinical Use of Honey in Wound Healing as an Anti-bacterial, Anti-inflammatory Anti-oxidant and Anti-viral Agent: A Review. Jundishapur J Nat Pharm Prod. 2013; 8(3):100-4.

4

Eteraf-Oskouei T et al.  Traditional and Modern Uses of Natural Honey in Human Diseases: A Review. Iran J Basic Med Sci.2013;16(6): 732-42.

5

Barbosa V ET al.Avaliação da atividade antibacteriana do óleo essencial de Rosmarinus officinalis L. e tintura de própolis frente à bactéria causadora da acne Propionibacterium acnes. Rev. Bras. Pl. Med. 2014; 16(2):169-73.

6

Bianch LMP ET al. Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta. Rev. Nutr., Campinas.1999;12 (2): 123-30.

7

Silva RA ET al. Análise físico-química de amostras de mel de abelhas zamboque (Frieseomelitta varia) da região do sertão do rio grande do norte. Revista Verde. 2009;4 (4): 70 – 5.

8

Vagh VD. Review ArticlePropolis: A Wonder Bees Product and Its Pharmacological Potentials. Advances in Pharmacological Sciences. 2013:1-11.

9

VIEIRA, M. I. Criar Abelhas é Lucro Certo – Manual prático. 1st ed. São Paulo: Prata, 2000. 180p.

10

WINSTON, M. L. A Biologia da Abelha. 1st ed. Porto Alegre: Magister Ltda, 2003. 276p.

11

Leite GLD ET al. Apitoxina. Unimontes científica. 2005; 7(1): 116-25.