Alergia, Bronquite e Asma

A alergia é a incapacidade de o organismo lidar com certas substâncias ou elementos naturais, como clima, poeira, alimentos, etc. O prefixo “a” significa “não”. Portanto: “a+lergia” = “não reação”. Ou seja, é a psiquê (ou a alma) que não consegue permear totalmente a substancialidade, tornando-a estranha ao organismo. Muitas vezes a pessoa chamada “alérgica” é, no fundo, “hiperérgica”: ela se manifesta com uma “hiper reação”. Isso se explica assim: quando o organismo não consegue “metabolizar” uma “agressão” (poeira, ácaro, substância química, friagem, umidade,... até algum fator de origem “psicológica”) de uma forma fisiológica, normal, ele lança mão de um recurso extremo, a hiperergia. Pode ocorrer o contrário, quando a pessoa não reage, o que se pode denominar de “anergia”. No entanto essas formas polares foram reduzidas e ficaram consagradas apenas com o nome de alergia.

Pretende-se com este artigo ampliar essa visão. Para isso é preciso abordar os cinco fatores causais da “alergia”, nesta ordem:

1) herança

2) mucosa fraca

3) imunidade baixa

4) metabolismo alterado

5) meio ambiente

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Artrite Reumatóide tem cura

RESUMO: Normalmente o paciente com Artrite Reumatóide (AR) carrega consigo a sina de "doença sem cura", para a qual não precisaria nem mais procurar outra forma terapêutica. Essa visão ocorre porque não se objetiva a "cura" com os recursos habituais. Estes apenas "seguram" a doença. Não resta dúvida, no entanto, de que eles, em muitos casos são imprescindíveis. Pretende-se, neste artigo, levantar os argumentos "causais", através de dados científicos comprobatórios, no sentido de se tecer os "pensamentos interativos" necessários (através da metodologia científica dedutiva goethiana)1 para justificar o tratamento antroposófico2 aqui preconizado, de uso corrente nesta Clínica, há mais de 35 anos, com excelentes resultados (90% a 95% de êxito).


UNITERMOS:
Artrite reumatóide, A.R., doença auto-imune, medicina antroposófica.


"A AR é um evento de mediação imunológica".3 Esse termo descreve uma enfermidade mediada pela deposição de "imunocomplexos" (complexo imunológico) nas articulações. O que são esses imunocomplexos? São substâncias químicas, geralmente "proteínas estranhas" (de origem do próprio corpo ou vindas de processos infecciosos) que desencadeiam a reação "imunológica" chamada antígeno-anticorpo (Ag-Ac). Ou seja, a substância estranha, ao entrar no corpo, gera uma resposta deste contra o agente agressor. Por isso se denomina de "antígeno" o elemento estranho e a resposta do corpo de "anticorpo". Só que, no caso da AR, a proteína vem do próprio paciente e torna-se estranha (antígeno-Ag) numa certa fase da vida. Por isso AR é considerada uma doença auto-imune. Outras doenças deste grupo, mas que depositam os "imunocomplexos" em outros órgãos, são: vasculite (nos vasos sangüíneos), glomerulonefrite (nos rins), pericardite (no coração), etc. Por isso essa "reação Ag-Ac" (ou imunocomplexo) é conhecida também como "doença auto-agressiva ou auto-imune" (o próprio corpo combate a si próprio). Como se pode entender melhor isso?

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Lúpus

O QUE EXISTE POR DETRÁS DO LÚPUS (LES) ?

RESUMO: As doenças auto-imunes têm como causa a incapacidade de transformar a proteína herdada em proteína própria, totalmente individualizada. Esta, em certa época da vida, será estranha ao organismo (será um Antígeno – Ag). Este Ag seguirá dois destinos: 1) Suscitar resposta do corpo, com formação de “imunocomplexo” e depositar nos tecidos orgânicos, nos órgãos ou nas articulações, provocando as patologias auto-imunes. 2) Penetrar na célula, com o intuito de invadir o núcleo e destruí-lo. Realizado esse intento, o núcleo se transforma numa massa amorfa despolimerizada; sendo, por conseguinte, expulso da célula e fagocitado pelo sistema imune. A isso se denomina de “fenômeno LE” do Lúpus. Esse bizarro fenômeno etiopatogênico merece profundo questionamento, o motivo deste trabalho. Para isso se utilizará a argumentação científica da “Ciência Dedutiva Goethiana”.


UNITERMOS: Lúpus, Doença auto-imune, Colagenose, Medicina Antroposófica, Remédios Antroposóficos, Ciência Dedutiva Goethiana.

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Tratamento clínico da Hérnia de Disco


Antonio José Marques (*)
Hélio Takashi Sakimoto (**)

RESUMO: Este trabalho visa, em primeiro lugar, apresentar um protocolo terapêutico antroposófico para o tratamento da Hérnia de Disco, tendo como argumento a casuística de “alta clínica definitiva” a todos pacientes tratados desta afecção nesta Clínica. Em segundo lugar pretende-se elaborar uma "hipótese dedutiva" de como atuaria a medicação antroposófica injetável, que se imputa a uma “desidratação seletiva” do núcleo pulposo, com sua retração do espaço vertebral e conseqüente ausência do processo álgico.

UNITERMOS: hérnia de disco, lombociatalgia, medicamentos antroposóficos, medicina antroposófica.

 

1. INTRODUÇÃO:

__A Hérnia de Disco corresponde ao processo de ruptura do anel fibroso do disco intervertebral, com subseqüente deslocamento do núcleo pulposo para dentro do espaço vertebral, provocando dores lancinantes, que irradiam para os membros inferiores. A conduta clássica acadêmica, de apenas dirimir a dor, com analgésicos e antiinflamatórios ou cirurgia (laminectomia), têm se mostrado inoperantes, pois não abarcam a etiologia desta patologia. No entanto, utilizam-se os medicamentos sintomáticos acadêmicos, apenas para dar um alívio temporário, até a efetiva resolubilidade pretendida com esta orientação, como se mostrará a seguir.

__Intenta-se mostrar os excelentes resultados no tratamento da Hérnia de Disco com remédios antroposóficos, realizados nesta Clínica. Todos os pacientes foram beneficiados com esta conduta. Mesmo os pacientes submetidos à cirurgia prévia (laminectomia), tiveram seus problemas resolvidos.

 

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Dermatite Atópica

ATOPIA = REFLEXO METABÓLICO


RESUMO: A Dermatite Atópica caracteriza-se por apresentar na pele, principalmente nas dobras dos braços e pernas, manchas avermelhadas e descamativas, muito pruriginosas. Tem início nos primeiros anos de vida e às vezes se prolonga à vida adulta. A conduta clássica se volta totalmente para “provável causa externa” e se baseia em cremes e hidratação da pele. O que se observou, pelo menos com os pacientes tratados nesta Clínica, que “a causa é metabólica” (com exames comprobatórios para distúrbios digestivos dos carboidratos e das proteínas), cuja repercussão é para a periferia do corpo, ou seja a “pele” – como manifestação “desintoxicante”. Pretende-se neste artigo mostrar os excelentes resultados com os remédios antroposóficos. No entanto é pequena a adesão dos pacientes a este tratamento “causal”, devido ser um tratamento longo.


UNITERMOS: Dermatite atópica, alergia atópica, eczema atópico, atopia, doença de hipersensibilidade do tipo imediato, medicina antroposófica, remédio antroposófico.

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Imaturidade Cerebral

Antonio José Marques (*)

RESUMO:
O termo "Imaturidade Cerebral" é utilizado pelos especialistas neste assunto, para determinar uma enorme gama de problemas, desde distúrbios comportamentais, psíquicos, até os de ordem cerebral. Este autor tomou como base apenas os pacientes que apresentavam alterações no Eletroencefalograma (EEG), no sentido de "objetivar" os excelentes resultados obtidos através da medicação antroposófica que vem sendo realizada nesta Clínica, em um ano de tratamento (Grupos I e II). Os pacientes que não obtiveram resposta foram os que apresentavam Epilepsia (Grupo III). Estes mereceram comentários à parte, por apresentarem uma fisiopatologia distinta dos casos propostos para este estudo. A argumentação científica para explicar estes resultados ficou a cargo da "Ciência Dedutiva Goethiana".

UNITERMOS: Imaturidade Cerebral, Disritmia Cerebral, Epilepsia, Neurofisiologia da Imaturidade Cerebral, medicina antroposófica, remédios antroposóficos, Ciência Dedutiva Goethiana

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Prevenção Geriátrica Antroposófica

RESUMO: Este trabalho visa mostrar que o “tratamento geriátrico preventivo antroposófico” desenvolvido nesta Clínica contribui sobejamente para melhoria da qualidade de vida dos pacientes da terceira idade. Através de uma formulação antroposófica revitalizante, que tem como base a fenomenologia do envelhecimento orgânico, pretende-se atender à demanda do aumento da sobrevida humana na sociedade moderna. Objetiva-se assim amenizar e desacelerar a decrepitude orgânica, cujo resultado é a evidente melhora da qualidade de vida de todos pacientes submetidos a esta conduta preventiva.


UNITERMOS: Geriatria, medicamentos geriátricos antroposóficos, medicina antroposófica


1. INTRODUÇÃO


Na Biografia Humana se imputa os 40 anos como o início da fase de decréscimo da vitalidade orgânica. Inclusive se nomeia de “crise dos 40”, como encruzilhada das curvas: “orgânica”, que se projeta para baixo e a “espiritual”, que aspira a ascendência. No entanto, devido à chamada “aceleração civilizatória”, como o próprio nome diz, não só houve progresso tecnicista, mas o ser humano acompanhou esse “aceleramento” observado em todas as atividades culturais humanas. Inclusive a fisiologia se remodelou para acompanhar esse decantado progresso. Isso se observa melhor na menopausa que, há alguns anos se falava que ocorria aos 40 e poucos anos; e hoje se constata após os 50 anos. Por isso se pode dizer que essa “encruzilhada” das curvas orgânica e espiritual foi arrastada para a idade dos 50 anos. 

Nesse sentido justifica-se iniciar este “tratamento geriátrico preventivo antroposófico” a partir dessa idade, independente do sexo. Estes pacientes foram acompanhados por 10, 20 e 25 anos, constando-se que foram beneficiados com este conduta. Pode-se dizer que entraram numa fase de “estabilização clínica”, como se verá abaixo. Não significa que nunca mais terão doenças, mas estas serão pontuais. Ou seja, há uma melhora evidente e substancial da qualidade de vida. Mas isso só é possível com a “medicação causal antroposófica”, como proposta neste artigo.

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Teste de capacidade pulmonar

TESTE DE CAPACIDADE PULMONAR
(TCP)

Antonio José Marques (*)
Carla Valéria Antunes (**)

 

RESUMO: Este trabalho visa apresentar o “Teste de Capacidade Pulmonar” (TCP), desenvolvido pelo autor, com assessoria da pneumologista desta Clínica, o qual serve para quantificar a capacidade de inspiração pulmonar em quadros clínicos suspeitos de déficit ventilatório, em casos de patologia pulmonar declarada e para acompanhar a evolução destes quadros nosológicos. Por ser de fácil manipulação (uma fita métrica), serve como instrumento de exame complementar simplista ao clínico geral, ao pneumologista, ao fisioterapeuta, ao fonoaudiólogo, ao professor de educação física, etc.

UNITERMOS: Teste de Capacitação Pulmonar, Avaliação da capacidade pulmonar inspiratória, teste de controle de fibrose pulmonar e de outras patologias pulmonares, medicina antroposófica.

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho visa apresentar o “Teste de Capacidade Pulmonar” (TCP), desenvolvido pelo autor, com a assessoria da pneumologista desta Clínica, com resultados comprobatórios, como se verá abaixo. Serve para quantificar a capacidade de inspiração pulmonar em quadros clínicos suspeitos de déficit respiratório, em casos de patologia pulmonar declarada e para acompanhar a evolução destes quadros nosológicos. Por ser de fácil manipulação, serve como um instrumento de exame complementar ao clínico geral, ao fisioterapeuta, ao fonoaudiólogo, ao professor de educação física, etc. Não se tem notícia de um teste dessa envergadura, com os critérios metodológicos aqui apontados, justamente pela simplicidade em executá-lo: “apenas uma fita métrica”.

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Tratamento causal da Hemorróida


RESUMO: A partir da fisiopatologia da hemorróida, a qual tem como causa a “hipertensão portal” (a veia que entra no fígado chama-se Veia Porta), o autor desenvolveu um “tratamento causal” com a medicação antroposófica, cujo resultado tem demonstrado êxito em pacientes tratados com esta patologia varicosa retal. Pretende-se, neste trabalho, apresentar a argumentação que referenda esta tese, questionar a fisiologia do “fluxo contínuo” e propor um protocolo medicamentoso para esta afecção.

UNITERMOS: Hemorróida, varizes hemorroidais, medicamentos antroposóficos. Medicina antroposófica.

Todos os pacientes tratados nesta Clínica com hemorróidas tiveram recuperação total com o “tratamento causal” - a não ser um caso, que chegou à consulta com uma tumoração hemorroidal necrosada, do tamanho de um “limão grande”, sendo necessária a intervenção cirúrgica de urgência.

Foi um longo caminho para se chegar a este “tratamento causal”, após vários insucessos, em querer tratar apenas o processo varicoso evidente, como preconiza a visão acadêmica-indutiva. Enquanto se fixou nesse parâmetro externo, o autor não logrou êxito. Somente após se debruçar na teoria da fisiologia da circulação venosa (de retorno ascendente, em vasos avalvulados), que se pode denominar, segundo este autor, teoria do fluxo contínuo1, é que se pôde compreender que a “congestão portal hepática” estava na gênese dessa afecção.

Nesse sentido, pretende-se apresentar a argumentação que referenda esta tese, questionar a fisiologia do “fluxo contínuo ascendente” (como nota 1 no final do trabalho) e propor um protocolo medicamentoso para esta patologia. Serão citados três casos clínicos abaixo, como exemplos didáticos de procedimentos terapêuticos.

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Doença de Parkinson

TRATAMENTO COMPLEMENTAR no Parkinson


RESUMO: Apesar de a Doença de Parkinson ser bem conhecida, sob ponto de vista fisiopatológico, com medicação acadêmica preconizada como “ideal e causal”, a resposta clínica não acompanhou esse decantado progresso, por causa dos indesejáveis efeitos colaterais. Pretende-se, neste artigo, ressaltar o excelente resultado do uso da medicação antroposófica como “coadjuvante” do tratamento acadêmico e com isso, procurar compreender o que ocorre a nível psicossomático do paciente com essa afecção.


UNITERMOS: Doença de Parkinson, doença extrapiramidal, paralisia agitante, medicamentos antroposóficos. Medicina antroposófica.


A medicina acadêmica tem o duplo mérito na Doença de Parkinson: ter descoberto o processo bioquímico que desencadeia essa afecção e ter desenvolvido, em conseqüência um medicamento “ideal e causal”. No entanto, a terceira etapa, a resposta clínica, não se mostrou eficaz, pois muitos pacientes não toleram organicamente a medicação preconizada. Como a medicina acadêmica tem como escopo a “medicina baseada em evidências”, segundo o ponto de vista da “metodologia indutiva”, seu referencial passa a ser somente a pesquisa estatística correlativa randomizada duplo cego.1 Ou seja, somente se interessa pela resposta clínica, a qual pode ser quantificada estatisticamente, cujo objetivo é a entrada do produto no mercado (ser vendável). Negligenciam-se assim as duas etapas iniciais da pesquisa, citadas acima (descoberta do distúrbio e medicamento causal). Assim mesmo o remédio básico continua sendo utilizado, com recursos paralelos (muitas vezes sintomáticos), cujo objetivo é a melhora sintomática do paciente.

Este artigo visa resgatar o progresso alcançado, entender a fisiopatologia e mostrar os excelentes resultados conseguidos em pacientes com Doença de Parkinson, submetidos ao “tratamento coadjuvante antroposófico”, tendo como remédio fundamental a Levodopa. Assim, os objetivos básicos são: entender a gênese da doença de Parkinson (a partir de nova abordagem metodológica dedutiva), propor a medicação paralela antroposófica (geriátrica) e comentar como os pacientes acometidos deste mal são tratados nesta Clínica.

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